Léo se dizia frio, indomável e independente. Cursava direito, dominava as palavras e todos admiravam o bom humor que ele demonstrava fronte aos problemas da vida.
Ele pediu uma bomba, ela um folhado. E ficaram lá, um despindo o outro com os olhos. Entre uma mordida e um gole de refrigerante o destino tramava se ela deixaria a carteira cair ou se faltaria a Léo algumas moedas para completar o preço do lanche. O destino optou pela segunda, vai vê porque sugeria um segundo “encontro”. Léo faria questão de outrora devolver aqueles trocados.
Dois meses de felicidade plena, sorriso nos rosto, na boca, nos olhos e nas notas que decaíam. Ele mergulhou, nadou, perdeu o fôlego inúmeras vezes. Ela com suas frases prontas e citações o alertou do seu jeito espontâneo que andava lado a lado com a inconstância.
Em um programa que já estava se tornando rotina o fim o fez desejar ter ficado em casa. Ela segurou sua mão e disse em um tom que não deixava dúvidas, era o fim.
Mas o que fazer quando não se deseja o fim? O frio, indomável e independente chorou, bebeu, dançou, conversou, esperneou, mas aprendeu que o começo e o fim, independente do caminho, sempre se interligam.
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