Wednesday, March 14, 2007

Viver por viver...


Acordou às 6 horas em ponto, se espreguiçou, colocou a chinela entre os dedos já enrugados devido à idade. Quando o relógio marcava 07h30min ela saia de casa, verificando se havia fechado os cadeados corretamente. Pegou o ônibus as 07h45min, chegando ao trabalho as oito.
O trabalho foi o mesmo, limpou as salas, o banheiro, serviu café. Raramente quando servia o cafezinho recebia um obrigado, quando recebia ela logo esboçava um sorriso feliz, mas não se pode classificar como bonito, os dentes já lhe faziam falta.
Ao meio dia foi até sua bolsa, retirou seu almoço e comeu.
Enquanto o sol saia de cena, ela saia da empresa.
Viu seu ônibus passar, mas o deixou ir, pois sabia que depois de cinco minutos o mesmo ônibus viria repleto de assentos vazios.
Chegou em casa as sete, tomou seu banho e depois se pos a fazer seu jantar.
Quando William Bonner dava o seu tradicional boa noite, era hora de dormir.
E assim serão todos os dias de Maria, o mesmo ônibus, o mesmo assento, os mesmos horários. Assim é a vida de uma mulher sem filhos, sem marido, sem ninguém, essa é a vida de uma mulher sozinha.

Thursday, February 08, 2007

Táxi! Táxi!


A viagem que Adrianne havia feito foi bastante longa, entretanto os quilômetros que percorreu, logo iriam ser recompensados quando ela se aconchegasse nos braços de sua mãe. Adrianne, uma mulher linda, alta, com o corpo delicado e curvilíneo, resolveu pegar um avião e rever toda sua família, mas não queria que ninguém a esperasse no aeroporto, afinal, seria bem melhor fazer uma surpresa, chegou até a imaginar o rosto feliz que sua mãe ia fazer ao revê-la.
Por volta das dezenove horas o vôo pousou. Finalmente pôde guardar o terço que ela mantinha firme às mãos durante a viagem.
Saiu em busca de um táxi, tarefa nem um pouco árdua, pois com a quantidade de taxista ela pôde ate escolher qual a levaria em casa.
Quando entrou no carro do escolhido, disse o endereço a ser percorrido.
Durante o caminho, Adrianne foi lembrando de cada esquina da cidade, até que seus pensamentos foram interrompidos, devido às novas paisagens desconhecidas que foram surgindo pela janela do automóvel, era um lugar composto por ruas de barro e ao redor um gigantesco milharal. A bela mulher imediatamente pensou que pudesse não ter sido compreendida e logo repetiu o endereço, recebendo como resposta a ríspida frase: É apenas um atalho...
Em certo momento o veículo para bruscamente, o motorista sai do carro e vai em direção à porta traseira, arranca Adrianne que agora gritava e no meio daquela estrada de barro, onde nada se podia ouvir, mas uma mulher foi violentada, mais um aborto legalizado seria feito? Talvez. A única certeza é que não devemos depositar confiança em qualquer um.

Thursday, February 01, 2007

Você gostaria de ter sorte?

Loduvito era um daqueles velhos que sempre quando tem dinheiro nos bolsos, vão até a loteria e apostam tudo em bilhetes, sempre com a esperança de que a vida ira melhorar depois que ganhasse toda aquela dinheirama.
Como era de hábito, toda segunda-feira ele pegava o resultado do “jogo” e ia até a cozinha. Sempre depois de ver que não ganhou nada, largava os bilhetes sobre a mesa e sussurrava para si mesmo o que ele poderia ter feito com o dinheiro que investiu nas apostas, mas naquela tarde, ele iria sussurrar o que ele iria fazer com vinte e cinco milhões de reais, finalmente a sorte havia chegado, ele reconferiu seu jogo por volta de dez vezes até ter se dado conta de que se tornara um milionário. Começou a gritar: eu sou rico!Ganhei! E misturado com frases eufóricas chamou a filha e a mulher que estavam no quarto. As duas vieram correndo como se já soubesse o que poderia ser, afinal o que Loduvito fazia todas as tardes de segunda? Conferia seus bilhetes ora, desceram a escada feito dois cometas. Finalmente chegaram à cozinha e encontraram Ludovico jogado sobre o chão da cozinha, havia falecido. O pobre coração do velho já estava fraco e não suportou a noticia. Felicidade com tristeza, que sentimento gera?

Sunday, January 28, 2007

O que vem após a morte?

Tive um dia difícil. E o sono, o belo e o tão bem-vindo sono não vinha.
Tive que me entorpecer com os meus soníferos.
Mas hoje, não irei citar sobre meus problemas, narrarei apenas um suposto “sonho”...
Após a minha automedicação, dormi bastante, posso dizer que nunca havia dormido tanto em minha vida, entretanto não foi esse fato que chamou minha atenção.
Tive sonhos, dois doces terríveis sonhos, me foi e é tão real. O primeiro só me recordo de ter tateado tudo ao meu redor e ter verificado que eu estava em uma espécie de caixa. Eu estava sendo devastado por aquela falta de ar, até que essa falta foi ficando maior, maior, maior... Até que fechei os olhos e radicalmente meu sonho foi modificado, e é deste sonho que me encontro a rabiscar minhas memórias irregulares e sem nexo. Encontro-me em um lugar com o céu cinza, rios improdutivos, onde as árvores são raridades, peço a quem estiver lendo este bilhete, que me acorde, que me encharque de água gelada, mas que me acorde, quero voltar ao meu mundo, Ah, como repugno estes malditos soníferos!

Wednesday, January 24, 2007

Quem procura...Acha!


Ela já não agüentava mais sua profissão, era estressante e além do que os casos sempre se singularizavam, até que naquela noite houve um caso que se possa chamar de especial.
Pedro, um garoto que tinha por volta dos 12 anos, procurou Samara. Havia sete anos que ele não via seu pai e com a idade veio à saudade e a curiosidade em saber onde ele estava. O caso parecia difícil, pelo fato de Pedro não ter nenhuma foto, nem se quer uma idéia de onde ele pudesse estar, por outro lado, era difícil existir mais de um Marute Sanvez no mundo, isso mesmo, o nome do desaparecido era Marute Sanvez.
Samara mesmo com dores pelo corpo todo trabalhou no caso e finalmente após duas horas de pesquisa na internet encontrou o tal Marute, que para sua surpresa ainda morava na cidade, anotou o endereço e capotou na cama.
Após acordar, ligou para o garoto e pediu que viesse imediatamente, pois ela havia encontrado seu pai. Após minutos lá estava ele dentro do carro e por sinal extremamente empolgado e falante, cheio de expectativas.
Quando finalmente chegaram ao endereço, a detetive decidiu permanecer no carro, alegando que não queria adentrar nos sentimentos dos dois.
Depois de Pedro bater umas três vezes da porta, uma moça de cabelos longos surgiu, entretanto não tinha nada de feminilidade, ela era extremamente irregular, era alta, o corpo meio másculo, Samara preferiu afugentar suas idéias.
Quando Pedro olhou aquela pessoa, ficou estático, só voltou a si quando as lagrimas correram-lhe sobre a face, era seu pai.

Saturday, January 20, 2007

Era uma vez Francisca


E
ra uma vez Francisca.Os sons da sirene da escola ecoaram pelos corredores já havia mais ou menos uns cinqüenta
minutos, mas Francisca não estava onde devia esta, entretanto estava onde queria estar: nos braços do seu namorado, aos beijos e sussurros.
Dizem que quando estamos com a pessoa amada, não sentimos o tempo passar, e parece que a pobre da Francisca estava amando.
De repente ela repara que já estava ficando tarde, e fala ao sujeito que precisa ir pra casa se não seu pai iria matá-la. Já era possível ver em seu olhar a sua aflição interna, o garoto que devia ter uns cinco anos a mais que ela, não deu nenhuma importância ao que ela havia-lhe dito.
Até que finalmente ela conseguiu adquirir um sentimento que a fizesse desgrudar do jovem, era o medo.
Chegou em casa em passos de bailarina para que ninguém a visse e assim sendo poderia arquitetar a mentira de que já havia chegado horas atrás, no entanto foi recebida pelo seu pai. No instante em que começou a abrir a boca para explicar-se uma bala varou-lhe a testa. Como citei no início, era uma vez Francisca.

Dia bom ou ruim?

Todas as manhas eu acordo, como a maioria da população mundial e é neste momento após o despertar que o dia poderá ser classificado de dia bom ou ruim.
Ou eu reclamo da minha saúde, ou agradeço por estar vivo.
Ou eu me embraveço por meus pais não poderem ter me dado de tudo, ou agradeço por ter nascido.
Ou reclamo por viver em uma cidade pequena, ou agradeço por viver longe de tanta violência urbana.
Ou eu reclamo de ter que acordar cedo para ir para a escola, ou agradeço por ter essa oportunidade.
Ou eu reclamo das broncas tomadas pelos meus pais, ou agradeço por tê-los.
Ou seja, o dia nunca é predestinado bom ou ruim, ele é a penas o reflexo de como os encaramos as questões do dia-a-dia.
Seja positivo, veja o lado bom até das coisas ruins!

Wednesday, January 17, 2007

Seres Programavéis


Tirar uma soneca, brincar na rua, banhar na chuva, sair para festas, casar, fazer crochê, beijar, namorar...
Porque todas essas atividades são facilmente associadas a determinadas faixas etárias?
Somos os primeiros a falar em mudanças quando um novo ano se inicia, queremos novidades, sair da rotina, tornar a nossa vida uma borboleta que sofre metamorfose a todo instante, porém não passamos de seres anacrônicos, milhões de pessoas acham que têm hora certa para amar, para dançar, para chorar e varias outras coisas normais que qualquer pessoa pode fazer.
É necessária uma mudança, jogar alguns “livros” fora, livros que se encontram no nosso acervo de pensamentos preconceituosos.
Lembre-se: Existem apenas dois dias no ano em que não podemos fazer nada, o ontem e o amanhã.


Não se programe

Tuesday, January 16, 2007

Vida: Uma viagem finita!

No decorrer da vida, nos deparamos com questões que nos intriga mas que permancem sem respostas,aprendemos o que um arrependimento não traz,aprendemos que pior que nos martelarmos ao pensar "Porque eu fiz isso" é a pergunta "Por que eu não fiz isso?"Na vida há quem julga que somos como um passageiro de trem. No começo não temos nada em nossa mala.. ai enquanto viajamos pela estrada chamada vida, vamos enxendo ela com: amigos, paixoes, vinganca, raiva.. e em cada estação queremos ter mais e mais coisas, mas para isso é preciso nos disfazermos de outras, ate que percebemos que nossa vida não passa de uma longa e terrivel viagem.. Na qual trocamos certo pelo duvidoso, trocamos coisas boas por coisas ruins. Por isso não se arrependa daquilo que você fez e sim daquilo que você não fez!